| Origem |
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A revista iniciou suas atividades em duas pequenas salas do prédio 488 da Rua Lindolfo Collor, junto ao então Stúdio Solon Foto Arte, de propriedade do senhor Solon Pereira da Cruz, fotógrafo e publicitário, idealizador e fundador da revista RUA GRANDE. Desde que o então presidente Jânio Quadros, autor de tantas e extravagantes medidas, proibiu, por decreto, a publicidade feita através de diapositivos de vidro projetados nas telas dos cinemas em todo o paÃs, a medida presidencial trouxe prejuÃzos a muita gente Brasil a fora. Aqui, quem criava e ilustrava os anúncios para lojas e empresas em diapositivos, vidros pintados ou que recebiam colagem de ilustrações de produtos e eram projetados nas telas, tendo ao fundo um som ambiental e a voz de um locutor, anunciando preços baixos, promoções. Era o publicitário Solon Cruz, uma grande figura humana, pessoa benquista e muito talentosa. Ele decidiu transformar os anúncios projetados antes das sessões nos cinemas Independência e Brasil, em um pequeno folheto que batizou de Cine-Jornal, em 1961. O Cine-Jornal, distribuÃdo gratuitamente nas portarias dos dois cinemas, circulou todas as semanas, até julho de 1965, quando Solon decidiu criar uma pequena revista de bolso, que batizou com o carinhoso nome RUA GRANDE, como já era conhecida nossa rua principal. O primeiro exemplar circulou dia 10 de julho daquele ano e, além dos anúncios, apresentava um pequeno editorial com o tÃtulo Metamorfose, a crônica social assinada por René Flugrath, artigos, humor, receitas de gastronomia e notÃcias da cidade. Era montada artesanalmente e impressa na gráfica do sr. Libório Müller, mas alugada ao sr. Germano Preissler. A distribuição gratuita nas portarias dos dois cinemas continuou. Assim nasceu a RUA GRANDE. Isso significa que, se a ela fosse aditada a data de 1961, a revista estaria hoje com mais de 44 anos. |