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Variedade de opções e marcas espanta risco de grande inflação, aponta a Agas |
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Qua, 25 de Janeiro de 2012 16:11 |
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> Varejo e consumidores não sofrerão o mesmo impacto da estiagem que o setor primário> Supermercados apostam na flexibilidade dos consumidores para driblar eventuais aumentos de preçosA estiagem não vai impactar significativamente no bolso dos consumidores gaúchos. A afirmação é do presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, que convocou a imprensa nesta quinta-feira (12), em coletiva na sede da entidade, para explicar as estratégias adotadas por supermercados e pelos consumidores para driblar eventuais aumentos de preços causados pela escassez de chuvas no Estado. Segundo o dirigente, a variedade de opções e marcas de produtos disponível nas gôndolas garante que os supermercados reduzam em 50% a inflação para o consumidor final. “O consumidor está muito atento, e os supermercados têm conseguido reduzir pela metade as altas de preço em função da grande variedade, das promoções e dos produtos oriundos de outros estados brasileiros que não sofrem com secas e enchentes”, explica Longo.O presidente da Agas lembra que, quando sente que algum item teve reajuste, o consumidor migra de marca e de produto. É o caso da carne de frango, em que há necessidade de aumento pelo impacto da alta dos insumos. “É possível que o varejo precise repassar este reajuste do setor primário gaúcho, mas rapidamente registraremos um aumento de procura pelas carnes bovina e suína, além do frango trazido de outros estados. O consumidor não absorverá este aumento”, projeta o dirigente. “Com relação aos cortes bovinos, a estiagem pode acabar beneficiando o consumidor, que terá a seu favor a diminuição do gado em pé no campo, já que o pecuarista vai reduzir o seu plantel em função da seca”, explica o presidente da Agas.Leite – Um dos poucos produtos de difícil substituição na cesta de compras dos gaúchos, o leite ainda ficará em um patamar de preço bem inferior ao do ano passado, mesmo que sofra um reajuste de até 10% nos próximos dias. “Temos o leite mais barato do Brasil devido à grande bacia leiteira e à isenção do imposto do produto, o que comprova que, se outros itens forem desonerados, terão imediata redução de preço final e aumento de consumo”, defende o supermercadista.Hortifrúti – Longo explica que, no caso dos produtos de hortifrúti, os investimentos do setor produtivo em irrigação e em estufas praticamente eliminam qualquer risco de queda de qualidade e aumento de preço em função da seca ou dos excessos de chuvas.Soja – Sobre a soja, um pequeno aumento poderá incidir nos próximos dias, mas Longo acredita na autorregulação do mercado. “Como se trata de uma commoditie, os preços serão regidos pelo mercado mundial e pela lei da oferta e da procura”, projeta.Agas descarta riscos de grande inflação – Segundo Longo, os supermercados gaúchos não temem um crescimento desmedido de preços de alimentos no autosserviço nos próximos meses. “Os prognósticos e o fortalecimento de nossa economia não nos permitem pensar no risco do dragão da inflação, já que o consumidor está visitando cada vez mais o ponto de venda e pesquisando ao decidir sua compra”, projeta. Página inicial
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