| São Leopoldo possui teste da orelhinha, que deverá ser obrigatório no paÃs |
| Sex, 23 de Julho de 2010 11:24 |
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O teste da orelhinha deverá ser obrigatório nas maternidades e hospitais públicos do paÃs. Mesmo antes da aprovação do projeto de lei no Senado, na semana passada, São Leopoldo já estava oferecendo o serviço, desde 6 de maio, na UTI Neonatal do Hospital Centenário. O Senado Federal aprovou na última semana o projeto de lei que determina a realização do exame de Triagem Auditiva Neonatal (TAN), conhecido como teste da orelhinha. O exame avalia se o bebê apresenta perda auditiva. O projeto seguiu para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem 15 dias para analisar a matéria. Há cerca de dois meses, o Hospital Centenário utiliza o Teste da Orelhinha para detectar, com boa margem de segurança, a eventual existência de problemas auditivos nos leopoldenses recém-nascidos. A vice-presidente médico do Hospital Centenário, Mara Tarragó, diz que todos os bebês deverão realizar o exame, entre o 2º (segundo) e o 30º (trigésimo) dia de vida, ressalvando-se os prematuros, que deverão ter, no mÃnimo, 37 (trinta e sete) semanas de gestação. "Com o teste, detectamos a perda auditiva desde cedo e encaminharemos os recém-nascidos para exames complementares", salienta Mara. "O tratamento iniciado cedo oferece uma vida normal para as crianças", acrescenta. O teste (exame) é realizado com o bebê dormindo, mediante o uso de equipamento (de borracha) que emite um som dentro do ouvido do bebê. Se a audição estiver normal, o equipamento recebe uma resposta, uma espécie de eco. Caso não se verifique a resposta, haverá necessidade de serem realizados outros exames, inclusive reteste posterior, para confirmar o diagnóstico inicial. Triagem Auditiva Neonatal (TAN) – O teste da orelhinha, como é conhecido o exame TAN, tem como objetivo detectar precocemente as perdas auditivas. A identificação e confirmação da perda auditiva deverá ocorrer até os 3 (três) meses de idade e o diagnóstico e inÃcio da intervenção (colocação de aparelho auditivo) até os 6 (seis) meses de idade. Até então, a criança era diagnosticada com deficiência auditiva com cerca de 3 anos de idade. "A estimulação precoce é fundamental para o desenvolvimento da criança e sua adequação na sociedade, ajudando a evitar dificuldades de escolarização e de inserção no mercado de trabalho, auxiliando assim a inclusão social e melhoria na qualidade de vida", encerra Mara. Texto: João Ricardo Boardman / Divulgação |